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Zero a 300

Os novos GT4 da McLaren e BMW | a casa de Henry Ford a venda | uma rara perua Jaguar clássica a venda e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

McLaren e BMW apresentam seus novos GT4

GT4

Enquanto o mundo se distraía com a BMW M3 Touring quebrando um recorde em Nürburgring, a própria BMW, de forma mais discreta, apresentou seu novo M4 GT4. O modelo, claro, é feito para as pistas e tem uma combinação um tanto incomum de elementos do M4 GT3 e do M4 de… rua?

Sim. Do GT3 ele tem o teto de fibra de carbono e a asa traseira feita do mesmo material. Do M4 de rua ele tem desembaçador do para-brisa, sistema de ventilação para os bancos, que são da Recaro, de competição, e ar-condicionado. E ainda há um detalhe interessante: o volante do carro tem comandos retro-iluminados feitos pela Fanatec — sim, a Fanatec que faz volantes para simuladores e games, em uma inversão de papéis curiosa, no mínimo.

É claro que o interior é espartano e o bodykit inclui todos os apêndices aerodinâmicos que um GT4 pode ter de acordo com o regulamento, e isso inclui o capô ventilado, dive planes e splitter no para-choques dianteiro e um difusor razoavelmente grande na traseira.

O motor pode chegar aos 550 cv e 66 kgfm — mas isso varia de acordo com o regulamento, claro. A força vai para o eixo traseiro depois de passar pelo câmbio ZF de sete marchas e pelo diferencial de deslizamento limitado. O gerenciamento eletrônico do conjunto ainda permite 10 modos de controle de tração. As molas H&R têm três níveis de ajuste e as barras estabilizadoras também podem ser ajustada de cinco modos diferentes.

O M4 GT4 será produzido a partir de outubro para qualquer piloto/equipe que possa pagar os 187.000 euros cobrados pela BMW Motorsport. Parece caro? Pois saiba que um M4 GT3 parte dos 415.000 euros.

Quem também lançou seu GT4 nessa semana foi a McLaren. O novo Artura GT4 já está à disposição dos pilotos/equipes que não querem um M4 GT4 ou qualquer outro modelo da classe. Diferentemente do carro de rua, ele não tem um sistema elétrico combinado ao seu V6 a gasolina, afinal, o regulamento da GT4 não permite esse tipo de powertrain.

Segundo a McLaren, a ausência do motor elétrico não afeta o desempenho do carro, pois o “V6 produz potência suficiente para lidar com as regras do Balanço de Performance”. Quando se olha para o Artura GT4 mais analiticamente, contudo, fica claro que descartar o motor elétrico só traz benefícios: o carro fica mais leve e tem uma melhor distribuição de peso — são 130 kg a menos, segundo a McLaren.

A transmissão também é diferente: em vez das oito marchas, ele tem uma caixa de sete marchas com marcha à ré, pois no Artura de rua a reversão é feita pelos motores elétricos. O carro também tem um diferencial de deslizamento limitado com atuação mecânica.

Ainda não há dados de potência, desempenho e, mais importante, preço. Mas é aquela conversa… se tem que perguntar, certamente não pode pagar. (Leo Contesini)

 

O único Lynx Eventer “Gucci” vai à leilão este fim de semana

Qual a diferença entre um lince e um jaguar? Um jaguar é uma onça com outro nome? E um puma é uma onça sem pintas? Esse monte de gato selvagem é, no fundo, tudo a mesma coisa? Sinceramente eu não sei. Mas sei que servem para nomear uma infinidade de carros; todo mundo por algum motivo quer se associar aos felinos.

Um lince, porém, é definitivamente menor em tamanho que um jaguar. Provavelmente por isso foi o nome escolhido: a Lynx quando nasceu em 1968, era uma empresa pequena que fazia Jaguar modificado. “Jaguarzinha” não soa lá muito bem; daí provavelmente o nome Lynx apareceu. Era isso ou “Gato”.

A Lynx começou com réplicas de C e D-type, e fez também alguns XKSS. Mas o seu produto mais famoso e desejado até hoje é este: o Lynx Eventer. Uma peruinha baseada no Jaguar XJ-S que na verdade até melhora seu estilo. Apenas o preço altíssimo da conversão impediu um sucesso maior; apenas 76 foram construídos e vendidos.

O Lynx Eventer é um carro raro, portanto, mas esse em particular é mais especial ainda. Entre os fãs da Jaguar Shooting Brake estava o ex-diretor de design e vice-presidente da Gucci, Paolo Gucci. Se você conhece história só via a lente distorcida de Hollywood, é o personagem de Jared Leto em “House of Gucci”. O designer trabalhou com a Lynx para desenvolver uma versão Gucci do Eventer. O carro acabado foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra de 1990, mas a casa de moda não queria que seu nome fosse anexado ao projeto: todos os logotipos Gucci foram removidos e o plano de fazer 20 unidades, foi para o buraco.

Então, este é o único Lynx Eventer “Gucci”. As aspas aqui, claro, significam que apesar de desenhado para ser um Gucci, não tem a marca e, portanto, não é um. Só a cafonice da Gucci, sem a marca, tem algum valor real? Eu confesso que não sei.

O fato é que o carro, completamente restaurado, será leiloado pela prestigiosa casa Bonhams em Goodwood, neste fim de semana próximo, onde se espera atingir um preço ao redor das cem mil libras esterlinas (R$ 636.000). Um preço normal para um Eventer perfeito; a casa Gucci parece não ter alterado em nada o valor do bem. Se tivesse os logos seria diferente? (MAO)

 

Casa de Henry Ford a venda nos EUA

Esta foi a última casa “normal” de Henry e Clara Ford. Uma casa luxuosa já, claro: em 1908, quando ela ficou pronta, Henry lançava o modelo T. Em 1915, quando se mudaram para a suntuosa propriedade de Fairlane, um verdadeiro castelo com sua própria usina de geração de energia e docas para barcos no rio Rouge, Ford já era rico além dos sonhos mais loucos de qualquer pessoa. Em valores atualizados, segundo uma lista da Forbes, a sétima pessoa mais rica da história da humanidade. Sim, a lista inclui até os Faraós do Egito e a Rainha da Inglaterra, muito abaixo dos Ford.

E agora, está à venda. Seus proprietários atuais, Jerald e Marilyn Mitchell pretendem vender a casa, pois estão se mudando para uma residência assistida em Ann Arbor. O preço? US$ 975.000 (R$ 5.031.000).

Clara Ford projetou a casa que se estende por 700 m2 e possui cinco quartos e quatro banheiros. Outros destaques incluem um jardim, uma estufa e uma garagem de cerca de 100 m2 com um quarto, banheiro, cozinha e sala de estar. A casa tem também “varandas para tirar o pó e dormir”; para permitir que as pessoas dormissem confortavelmente ao ar livre nos dias anteriores ao ar-condicionado. Empurrava-se a cama para fora, e pronto.

Os Mitchells compraram a casa em 1985 e passaram anos mantendo e restaurando o edifício à sua condição original. Como resultado, não é surpreendente saber que a maioria dos acessórios, banheiros e banheiras são originais. Apesar de possuir a casa por quase quatro décadas, Jerald Mitchell disse “Eu nunca considerei a nossa casa. Sempre foi a casa do Sr. Ford e nós éramos os administradores.” (MAO)

 

Coleção Pierre Heron será leiloada em julho

Uma quantidade enorme de carros importantes, guardados por décadas, literalmente em um celeiro, irá a leilão pela Artcurial. A coleção Pierre Heron, criada entre 1965 e 1973, é um verdadeiro tesouro guardado do passado. Um “Barn Find” de verdade.

É difícil até listar a quantidade de coisas legais ali. Entre esses tesouros está, por exemplo, um Talbot Lago T26 GSL de 1954. Com chassi número 111007, é um dos apenas 15 cupês deste tipo construídos. A coleção tem vários Delahaye também; um deles, número de chassi 800833, é o Delahaye 135 M Cabriolet “El Glaoui” de 1948 da Figoni & Falaschi.

O Hispano-Suiza Type 49 Coach de 1928 é o único veículo não francês do grupo. Um cupê totalmente espanhol, este chassi número 8013 ainda é completamente original e não passou por nenhum processo de restauração. É este o mais interessante fato: comprados como carros usados sem valor durante os anos 1960 e 1970, ficaram guardados como testemunhas de época. Os raríssimos Hotchkiss, Gregoire, Talbot-Lago, Delaheye… exóticos e antes caríssimos carros especiais, parados a mais de 50 anos, como se esperando o dia que rodariam de novo.

O meu preferido? o sedã Talbot-Lago T26 que aparece aos 2:07 do video: um sedã formal, mas com o motor de 4,5 litros e 3 carburadores; um motor de Fórmula 1! Um achado realmente sensacional, este.

Todos são clássicos valiosos, mas não extremamente, para o mundo de raridades como essas: o mais caro deles atinge €200.000 (aprox. R$ 1.000.000). Mas lembre-se que serão vendidos como encontrados: exigem uma extensa restauração antes que possam pegar a estrada por conta própria. Esta enorme coleção será leiloada pela Artcurial em julho, no leilão Le Mans 2022. (MAO)

 


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