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Car Culture

Nosso adeus à Ford como a conhecemos


Quase todo brasileiro tem alguma história de vida com o Fusca. Não é para menos: o simpático besouro foi o carro mais vendido do país por duas décadas e chegou a representar mais da metade da frota de carros de passeio do país. Foi o carro do avô, o carro do pai, o carro em que muita gente aprendeu a dirigir ou mesmo o primeiro carro de muita gente. Mas eu não sou um destes brasileiros. Não tenho nenhuma memória com o Fusca. Nenhum avô me levou para passear de Fusca, meu pai já havia vendido o dele antes de eu nascer, aprendi a dirigir em um Uno Mille Electronic e meu primeiro carro foi um Kia compartilhado com meu irmão. E a marca responsável por isso foi a Ford. No final dos anos 1960 o mercado automobilístico brasileiro estava mudando. A DKW havia sido comprada pela Volkswagen e, com isso, a produção da marca pela Vemag foi encerrada. A Simca estava indo para as mãos da Chrysler, a Ford agora tinha um carro de luxo e a Chevrolet estava prestes a lançar o seu. Então, em 1968