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Zero a 300

O novo Porsche 963 de Le Mans | Bentley voltará a fazer carro de 1930 | Um Fiat 147 87 zero-km e mais!


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Este é o novo Porsche 963 de Le Mans

porsche 963

Enquanto a Mercedes-AMG nos deixava um tanto desapontados com a falta de emoção sonora do AMG-One na subida de morrinho de Goodwood, uma outra empresa de Stuttgart apresentava seu futuro vencedor da 24 Horas de Le Mans: o Porsche 963 LMDh.

Sim, eu já faço essa aposta alta de que ele vai vencer a 24 Horas de Le Mans. Primeiro, porque este é o carro que vai levar a Porsche de volta à principal classe do Mundial de Endurance. Depois, porque a pessoa mais jovem que se lembra de um modelo Porsche que competiu em Le Mans e não venceu, precisa ter, pelo menos, 55 anos de idade.

O último Porsche criado para Le Mans a não vencer a corrida foi o 968, que já está completando 54 anos. Desde então, a Porsche fez os 917, os 935, 936, 956, 962, WSC-95, 911GT1 e 919. E todos eles venceram em La Sarthe. Qual a probabilidade de o Porsche 963 ser um fiasco? Pois é…

E mais: o Porsche 963 será operado pela Penske, que também tem histórico com o Porsche 917/30 no Endurance americano. Ou seja: é pouquíssimo provável que esse carro não consiga vencer ao menos as 24 Horas de Daytona. Especialmente quando você dá uma boa olhada nas especificações dele.

A base para o carro é um chassi/monocoque da LMP2, mas com todo o restante refeito pela Multimatic. Na traseira estará um V8 de 4,6 litros derivado do motor MR6 do Porsche 918 Spyder. A Porsche diz que a inspiração para o carro foram justamente os protótipos mais icônicos da marca em Mans: a dupla 956 e 962, mas, particularmente, não consigo ver muito deles no 963. Eles ainda dizem que as luzes traseiras – uma faixa que atravessa o carro de um lado até o outro — é uma referência ao 992, o atual 911. Pode ser, esse eu aceito.

Em seu desenvolvimento, o Porsche 963 já rodou 7.900 km nestes primeiros meses de 2022, mas a Porsche, por meio do vice-presidente da divisão Motorsport, Thomas Laudenbach, disse que ainda há muito trabalho para fazer. Apesar da parceria com a Penske na operação, a Porsche Motorsport está diretamente envolvida e “criou relevantes estruturas de equipe para trazer vitórias entre os vários conceitos e fabricantes diferentes’, completou Laudenbach durante o lançamento do carro.

A estreia do Porsche 963 será em janeiro de 2023, nas 24 Horas de Daytona, onde correra na classe GTP. A equipe terá dois Porsche 963 tanto no WEC quanto na IMSA, com outros dois carros reserva — um para cada categoria. E como aconteceu com o 956 e 962 (mas não com o 919), a Porsche pretende oferecer o 963 a equipes independentes já no início de 2023. (Leo Contesini)

 

Peugeot 2008 ganha retoques, novos equipamentos e, claro, novos preços

Uma nova geração do Peugeot 2008 ainda é uma incógnita para o Brasil. A marca, até onde soubemos, já fez clínicas com potenciais clientes do carro usando um protótipo/mockup em escala real, mas já se passaram quase dois anos desde então e até agora nem sinal do carro nas ruas, camuflado ou como mula de testes. Tudo indica que ele deve demorar ao menos um ano, se realmente vier.

Enquanto isso, a Peugeot renovou a linha do 2008 para o ano-modelo 2023, dando ao crossover alguns pequenos retoques estéticos e atualizando a lista de equipamentos e versões. Começando por fora, o 2008 tem uma nova grade frontal, novas rodas de 16 polegadas, lanternas com um novo arranjo e, na traseira, uma faixa preta com o nome da marca, como no hatchback 208.

Por dentro, ele vem de série com câmera de ré, cruise control, volante com comandos do sistema multimídia e revestimento de couro, além de teto panorâmico e conectividade com Apple CarPlay e Android Auto. Estes itens, contudo, são equipamentos de série apenas a partir da nova versão intermediária Style, que segue a nomenclatura do 208.

Sob o capô ele mantém os motores 1.6 aspirado, de 120 cv, oferecido nas versões Allure e Style, e o 1.6 THP de 173 cv, flex, oferecido nas versões Allure THP e Griffe THP. Tanto o motor aspirado quanto o motor turbo são combinados ao câmbio automático de seis marchas, apenas, e têm modo Eco e Sport.

Os preços partem de R$ 99.990 na versão Allure, R$ 106.990 na versão Style, R$ 119.990 na versão Style THP e chegam aos R$ 124.990 na versão Griffe THP.  (Leo Contesini)

 

Bentley fará 12 Speed Six de 1930, zero km, para clientes

Esta é mais uma daquelas notícias que são interessantes pacas, mas ao frigir dos ovos, inúteis. Isto porque todos os 12 Bentley Speed Six “Continuation” que a divisão Mulliner da Bentley vai produzir, cada um deles pela bagatela de 1,8 milhão de dólares, já foram vendidos. Isso mesmo: quando foram anunciados, já acabaram. Estamos apenas aqui para contar que esse tipo de coisa existe.

Efetivamente, é um Speed Six de 1930, mas zero km. Não, não atende nem umazinha das 293461294791874 normas necessárias para se homologar um carro zero km hoje em dia, nem no mais isolado e permissivo país do mundo. Como então? Ora, são carros para uso fora das vias públicas. Em pista somente. Ou, como deve ser o caso, dentro de alguma das vastas propriedades particulares dos 12 milionários que encomendaram um à marca.

O Speed Six era a versão de competição do enorme Bentley 6 ½ Litre. Introduzido em 1928, tinha dois carburadores SU, comando mais bravo, e taxa de compressão mais alta. Na época, os seus 180 cv a 3500 rpm eram coisa de supercarro.

O carro venceu as 24 horas de Le Mans em 1929 e 1930, e em março de 1930, Woolf Barnato venceu “Le train bleu”, a composição de alta velocidade entre Calais e a Riviera Francesa, com seu Speed Six; chegou a seu clube em Londres antes que o trem chegasse em Calais. Era, afinal de contas, um carro capaz de 200 km/h; impossivelmente veloz para 1930. Imediatamente se tornou uma lenda.

O carro então é um dos que montou toda a mítica da marca, usada até hoje para justificar seus preços de luxo. A Bentley anunciou o modelo no Goodwood Festival of Speed, e diz que construirá um protótipo no segundo semestre do ano, com as versões de clientes vindo em seguida. (MAO)

 

McMurtry Speirling bate recorde em Goodwood e terá versão de rua

Minúsculo, com apenas um lugar para o motorista, equipado com ventiladores para sugar o ar debaixo da carroceria, elétrico, com 1000 cv/tonelada, e com toda cara de um batmóvel que ficou tempo demais na secadora. Se não bastasse o esquisitíssimo nome “McMurtry Speirling” e a aparência de espaçonave do planeta Weirdo, o treco ainda por cima funciona bem pacas: é o novo recordista da subida de montanha de Goodwood.

O recorde, 39,08 segundos, aconteceu no domingo, com o ex-piloto de Fórmula 1 e IndyCar Max Chilton ao volante. O carro que mede apenas 3500 mm de comprimento e tem portas tipo asa de gaivota reduziu cerca de 0,8 segundos do recorde anterior estabelecido por Romain Dumas em 2019, quando dirigia o Volkswagen ID. R. O que é impressionante. Com 0 a 100 km/h em menos de um segundo e meio, não é de admirar que o McMurtry Speirling seja agora o carro mais rápido em geral na pista de Goodwood. Sua velocidade máxima é eletronicamente limitada a 150 mph (241 km/h).

E mais: conversando com a Autocar, o CEO Thomas Yates promete que um carro legal de rua está sendo projetado. A produção será limitada a apenas um “punhado” de unidades e custará pelo menos £ 1 milhão (R$ 6.450.000) cada. Ao adicionar os limpadores de para-brisa, faróis e outros equipamentos obrigatórios para torná-lo legal na estrada, o Speirling não será tão aerodinâmico quanto o carro de Goodwood. Mas permanecerá a aceleração do carro de corrida. (MAO)

 

Alta demanda garante que os BMW M continuarão com opção de câmbio manual

O chefe da BMW M, Frank van Meel, em conversa com a Autocar inglesa, revelou que o câmbio manual está nos planos futuros da divisão. Disse que isso tem a ver com demanda; parece que finalmente os entusiastas estão votando com seu dinheiro para a continuação dos manuais.  De acordo com van Meel, 50% dos M2 tem câmbio manual.

“Do ponto de vista técnico, há poucas razões para salvar o manual. É mais pesado, mais lento e você obtém um consumo de combustível pior do que a alternativa. Mas o cliente e a base de fãs realmente amam o manual. Ele fornece uma conexão para permitir que eles demonstrem que podem domar a fera – e esse é o ponto. Queremos mantê-lo”, disse van Meel à Autocar.

A afirmação é uma mostra de como inverdades são passadas adiante na cara dura hoje em dia. Embora realmente não seja mais a forma mais rápida de trocar marchas como no passado, o câmbio manual está longe de ser um anacronismo ultrapassado. Mais pesado? Menos econômico? Truco.

Na verdade, o automático torna mais simples se atender os ciclos normalizados de teste, como é também no caso os turbocompressores. No mundo real, todo mundo sabe que esta economia desaparece, frente aos manuais aspirados. E não existe transmissão mais leve, simples e barata que o manual. Para um BMW de 2 toneladas isso não faz muita diferença, mas a “superioridade técnica” do automático é muito uma tentativa de eliminar de vez o trabalho dobrado se de desenvolver dois câmbios diferentes.

Mas o público parece que não está nem aí para esta campanha difamatória, neste caso. Quando o novo M2 estrear este ano, uma caixa manual de seis marchas será a escolha básica; se você quiser pode ter um automático ZF de oito velocidades também. Não seria lindo se fossem todos os carros assim? (MAO)

 

Japoneses cortam mais de 20 modelos de motocicletas por causa de normas de emissão

Honda CB400 Super Four

Os quatro principais fabricantes de motos japoneses anunciaram cortes significativos em suas linhas devido a mais rigorosos padrões de emissões. Foi revelado que Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki descontinuarão aproximadamente 20 modelos até o final deste ano, representando cerca de 10% dos 190 modelos oferecidos pelos quatro fabricantes.

De acordo com a Nikkei, a Honda está descontinuando aproximadamente 10 de seus 80 modelos atuais em resposta aos rígidos padrões de emissões que serão introduzidos no Japão no outono. Entre os modelos estão a CB400 Super Four, a scooter Benly e a série Gold Wing.

Yamaha FJR1300

A Suzuki deve eliminar pelo menos cinco de seus 20 modelos até outubro, incluindo o GSX250R. A Yamaha também deixará de vender dois modelos de sua série de tourers FJR1300, e a Kawasaki abandonou algumas de suas motos maiores no ano passado.

Os novos padrões de emissões do Japão são modelados de acordo com as leis Euro 5 em vigor em toda a União Europeia e se aplicam a todos os novos modelos a partir do final de 2020 e afetarão todos os modelos existentes em novembro.

O cumprimento dos novos regulamentos exigirá que os fabricantes instalem conversores catalíticos atualizados ou redesenhem os motores. Os custos envolvidos na conformidade de alguns modelos são simplesmente altos demais para justificar para Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki. (MAO)

 

Um Fiat 147 1987 zero-quilômetro e com plásticos nos bancos em 2022

Não estranhe o ano do carro: apesar de ter sido feito só até 1986 no Brasil, o Fiat 147 continuou na Argentina e entrou nos anos 1990. E foi lá que este exemplar 1987 com apenas 702 km foi encontrado pelos caçadores de carros “Kaskote”.

A história é que o carro foi de uma concessionária que fechou em 1987 e não conseguiu vender o carro antes da liquidação da empresa. Da showroom ele foi para uma fazenda no interior da Argentina, onde passou os últimos 35 anos.

O carro foi encontrado como a maioria dos barnfinds: aparentemente deteriorado e coberto por uma espessa camada de poeira. O pó, no fim das contas, acaba protegendo a pintura do carro. Uma vez lavado, o 147 revelou sua pintura vermelha impecável e passou por um processo de revitalização. A história completa, em detalhes, foi contada no canal argentino A Toda Velocidad TV. (Leo Contesini)


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