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Project Cars Project Cars #533

Project Cars #533: a história do meu Mini John Cooper Works manual


Por Filipe Falcão, Project Cars #533

Olá, meus amigos e parceiros de matérias, tudo bem com vocês? Me chamo Filipe, tenho 29 anos e acredito que, como muitos que leem as matérias do FlatOut são de uma época do nascimento do Jalopnik Brasil, eu comecei nesse “vício” em meados de 2008 e, dois anos mais tarde, encontrei o site o “Jalop”, o qual sempre tive preferência pela qualidade de conteúdo e didática.

Minha história com carros começou com um Fusca de 600 reais que meu pai comprou em 1998 e eu tinha seis anos. O carro sequer tinha assoalho e aos poucos meu pai foi arrumando o carro. No dia em que ele fez aquele carro ligar fiquei fascinado, afinal era um fusca de 600 reais literalmente destruído.

Com este Project Cars pretendo compartilhar a experiência e emoção (as vezes positiva, as vezes negativa) de ter um Mini John Cooper Works R56 e se que alguns dos relatos possam ajudar quem está desejando ter um carro desse que por sinal é muito legal! Na parte dos comentários tentarei ajudar o máximo no que puder, dentro do pouco que conheço. Abaixo segue a nomenclatura de gerações do Mini. O meu filhote, é um R56 JCW com câmbio manual. Estou há quase três anos com esse xodó.

Essa lista abaixo, foi feita após diversas pesquisas e pontos que o motor que o Mini da geração R tem 2009-2014 chamado de Prince em duas nomenclaturas, uma sendo a N14 até 2011-12, (componentes compartilhados com os THP) e a outra a N18 de 2012-2014 (têm componentes específicos da linha Mini, como por exemplo a bomba de alta pressão de combustível).

  1. Bomba de água
  2. Coxins do Motor
  3. Velas
  4. Juntas do cabeçote apresentam vazamento?
  5. Corpo do filtro de óleo apresentam vazamento?
  6. Estado de conservação do sistema de arrefecimento
  7. Válvula termostática
  8. Oscilação de temperatura
  9. Líquido de arrefecimento (antes e depois do teste)
  10. Filtro de óleo possui vazamento?
  11. Correias com barulho em cold start?
  12. Válvula PCV – Carbonização das válvulas?
  13. Buchas e braços da suspensão
  14. Bobina de Ignição de injeção direta
  15. Volante do motor com folga, embreagem patina?
  16. Dificuldade para ligar na partida a frio? (Bomba de alta $$$)

Em meados de 2018, estava com um Fiesta Titanium manual (sempre optei por carros manuais) e não tinha problema nenhum com carro, assim queria ter meu primeiro carro turbo e queria obrigatoriamente que o carro fosse manual e “acessível”. Teria que ser algo que vendesse o Fiesta e pegasse a grana guardada para comprar. Orçamento na época era até R$ 70.000 e, sinceramente, buscava por muitos anos o Civic Si que apesar de não ser turbo sempre tinha uma legião de fãs.

Naquela época já era bem difícil de achar um em bom estado, então bola pra frente, ver outras oportunidades, até que me deparo com os Mini JCW — muito também por conta do Vitor do Project Cars #246 que o projeto dele me inspirou bastante para fazer algumas coisas no meu. 

Sabe aquela frase de você não escolhe o carro, mas o carro que te escolhe? Pois é, comigo foi bem assim. Me apaixonei por um Mini R56 JCW 2010/2011 anunciado no GT40, único dono, preto com teto e retrovisores vermelho, câmbio manual e alguns acessórios originais, o problema? O carro estava no Rio de Janeiro. Em um feriado, acabei sondando três JCW manuais em São Paulo, e a verdade era que todos estavam mais caros, com mais quilometragem e não eram o primeiro dono do carro. Para resumo, muitas perguntas das quais estão acima, não souberam me confirmar e que, no test drive, achei os carros estranhos, possivelmente uma impressão minha por realmente pensar naquele do Rio. Anunciei o Fiesta porque precisava da grana para buscar o Mini e o homem lá de cima me ajudou muito: um dia antes de viajar pro Rio, vendi o carro. 

Foto do anúncio no GT40

Parece que quando as coisas são para acontecer, elas realmente acontecem. Cheguei no Rio e o carro tinha muitas coisas legais, como shift light original, peças internas de fibra de carbono originais. Fizemos o laudo cautelar e foi aprovado perfeitamente. Agora, saímos as 17:30 do Rio e viemos no piloto automático de lá até São Paulo. Não me esqueço da sensação desse dia. Por mais que seja um carro velho, caracas meu, parecia que estava sonhando. Carro só roda com Podium (o que tem um lado bom e outro ruim $) Com ar ligado, fizemos 18 km/l. Para quem saiu de um carro com 130 cv de motor, 15 kgfm de torque e pegou um carro com 211 cavalos e 28,5 kgf de torque é muito mais agressivo e estúpido, criei muito respeito leia-se aqui cagaço pelo carro, porque não estava nem um pouco acostumado com isso. O que o carro tinha de modificação quando o comprei: intake da empresa chamada Alta, válvula de alívio da Forge e um piggyback da marca Unichip, em termos de potência e torque não tenho dados precisos se houve um ganho de performance.

Primeiro dia na garagem de casa ainda com o Fiesta vendido no fundo da garagem

Qual seria o próximo passo do carro? Pensei em fazer um full detail no meu carro, e esse JCW merecia isso. Diversas marcas em seus nove anos de uso como teias de aranha, riscos, contaminações na superfície da pintura etc. O próprio vendedor, que virou um amigo, falou que faltava isso para o carro. Então depois de pouco mais de um mês com o carro, o levei para o detalhamento.

O resultado é impressionante, mas isso fica para os próximos capítulos desta história — nos quais veremos os upgrades e os “stages” pelos quais o carro já passou, como foi seu desempenho nos track days, até seu estágio atual com 285 cv e cerca de 45 kgfm de torque.

Enquanto isso, gostaria do feedback dos confrades, o que desejam saber do projeto e ao longo da história vamos contando. Até mais!


 

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