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História

Quando Chevrolet e Champion trocaram socos por causa de uma mulher


Na primavera de 1889, Albert Champion tinha 11 anos de idade. Num passeio pela chique Av. de la Grand Armée na sua Paris natal, percebe uma multidão assistindo algo, e se aproxima para ver o que se passava: sua vida ainda estava no início, mas estava para mudar drasticamente. Tudo porque o povo estava ali assistindo uma pessoa fazendo acrobacias, sentado num monociclo. Na hora Champion ficou hipnotizado, e como numa epifania, decide que passaria sua vida sobre rodas. Ainda que fosse só uma. Espera até a apresentação acabar, se apresenta ao malabarista, e se torna seu pupilo. Não demora muito para ganhar a vida, e ajudar os pais pobres, se apresentando em frente a uma bicicletaria, bem no meio da febre ciclística que avassala Paris.

O veículo mais simples que existe

Dez anos depois, Champion era um ciclista campeão em circuitos fechados, os Velodromes, por toda Europa, com patrocínio dos pneus Dunlop e das bicicletas Clemént, e supervisionado pelo mais famoso treinador de ciclismo da época: o inglês James “Choppy” Warburton. Era famoso além de seus sonhos mais malucos; o ciclismo e o automobilismo eram uma febre na Paris da virada do século, a cidade que era o centro mundial da revolução de transporte pessoal que em breve varreria o mundo. O ciclismo em circuito então era um esporte perigosíssimo; os ciclistas atingiam velocidades incríveis pegando o vácuo de seus “pacers”: primeiro, bicicletas combinadas com três ou quatro ciclistas, depois triciclos motorizados De Dion. Imaginem isto: perseguir triciclos motorizados pedalando furiosamente, a roda dianteira a milímetros do motor monocilíndrico à rotação máxima, bem no meio das rodas traseiras do triciclo adiante. Acidentes eram comuns, bem como morte, e muitos, mas muitos ossos quebrados de verdade. Champion tinha tido sua quota de tombos épicos, mas nada que tivesse impedido sua carreira até ali.

Em 1899, os organizadores da corrida de estrada de Paris a Roubaix, um trecho de quase 270 km, permitiram que corredores usassem “pacers” motorizados para atrair corredores famosos de circuito. Champion nunca tinha corrido em provas assim, mas ganhou a maratona em tempo recorde, mesmo debaixo de uma chuva que deixou o chão enlameado e escorregadio. A prova foi acompanhada por multidões nas ruas, e por milhões via uma imprensa entusiasmada com feitos de velocidade e força física nunca antes possíveis. Sua fama explode ainda mais, e alça o jovem de origens humildes ao status de herói da França.

Vencedor: Albert Champion e seu treinador, “Choppy” Warburton

Quatro anos se passam, e encontramos Albert Champion passando a perna por cima da sua enorme motocicleta francesa Gladiator na pista oval de Yonkers, no estado de Nova Iorque, EUA, para sentar no pequeno selim de couro. Capacetes não existiam então: Champion ajeita seus óculos de proteção, passa a mão na cabeça para jogar para trás seu topete loiro e se agacha para segurar o guidão baixo. A roda traseira está fora do chão, e ele pedala com vigor, e num estrondo, o motor de escapamento aberto ecoa pelas paredes e arquibancadas, fazendo o público inconscientemente colocar os dedos nos ouvidos. Apenas ele estava na pista; iria em breve se tornar a pessoa mais veloz da américa, em cima de rodas.

Acelera uma volta para pegar velocidade, e então abre totalmente o acelerador. O público quase não pode acreditar o que os seus olhos viam ali; aquela máquina precária enchia o lugar com uma potência sonora nunca experimentada, um estrondo que não só se ouvia, mas se sentia pelo corpo todo, ao mesmo tempo que aquele francesinho aparentemente desprovido de medo continuava a aumentar a velocidade, e o barulho de sua máquina esguia e estranha. A motocicleta, sabiam todos ali, tinha a potência combinada de uma manada de quatorze cavalos, todos eles saindo de alguma forma daquela pequena traquitana entre as pernas de Champion. O futuro, definitivamente chegara, e chegara rápido, a 90 km/h. Champion de novo fica famoso, desta vez do outro lado do atlântico: além de ganhar inúmeras provas em bicicletas nos EUA, agora também era um recordista de velocidade.

A Gladiator de 14 hp

Mais um ano se passa, e vemos Albert Champion preso a uma cama de hospital de Nova Iorque. Dirigindo um carro de corrida, o Packard Gray Wolf, numa prova em Boston, chega rápido demais numa curva e tem um acidente horrível. Entre vários outros ferimentos, tem uma fratura múltipla no fêmur esquerdo que o deixou lutando pela vida ao chegar ao hospital. Pedaços do osso do fêmur tiveram que ser cortados para que depois fossem juntos, o que deixa Champion com a perna esquerda duas polegadas menor que a direita. Meses e meses de dura recuperação se seguem.

Qualquer pessoa deixaria de competir ali, mas é claro que ele não. Com bicicletas de competição especiais onde uma manivela do pedal é mais longa que a outra, logo está de volta, pedalando furiosamente atrás de seu “pacer” em corridas diversas. Uma vida agora ainda mais sofrida: feridas internas abrem, tem que ser operado de novo, volta a competir em extrema dor. Mas continua vencendo: volta para a França, onde se consagra campeão nacional de velocidade em bicicletas. Albert Champion, já um veterano de mil batalhas, tem agora a avançada idade de 26 anos, uma vida enorme comprimida em muito pouco tempo.

O Packard Gray Wolf

Quatro anos rapidamente se passam, e encontramos Champion agora casado, morando em Boston, e fabricando velas de ignição com seu nome. Era o progresso de um negócio que começara em suas primeiras viagens para os EUA, quando se tornou o representante dos componentes elétricos automotivos de seu amigo Edouard Nieuport para aquele país. Com o tempo, começa a fabricar as velas, o componente de maior sucesso, ali mesmo em Boston, e cria a marca “Champion”. Agora, em 1908, era então, um empresário de sucesso.

Mas não seria esta a única fábrica de velas fundada por Champion. Neste mesmo ano conhece William Crapo “Billy” Durant, então o dono da Buick, em Flint, Michigan. Durant, então começando a comprar várias empresas do setor automobilístico para fundar sua General Motors, convence Champion de que seria um bom negócio se mudar para Flint e fornecer para a Buick exclusivamente. Nosso herói aproveita para abrir outra empresa para fazer isso, desgostoso que estava de ter que dividir o poder com seus sócios na Champion.

Se muda com uma dúzia de amigos franceses, seu irmão e esposa, para Flint, onde cria uma nova empresa de velas, também com o nome Champion. Os antigos sócios compram sua parte na empresa original, se mudam para Toledo, no estado de Ohio, e imediatamente o processam pelo uso indevido do nome. Em 1910, a empresa de Flint muda o nome para “AC”, iniciais de seu fundador. A marca ainda existe, propriedade da GM, unida com a Delco (Dayton Engineering Laboratories Company) de Kettering: AC-Delco. Interessante notar que a AC se tornou a vela dos carros GM, e a Champion, as da Ford: praticamente toda vela americana vinha, de uma forma ou de outra, do trabalho de Albert Champion.

 

O outro clã francês em Flint.

Trabalhando para Billy Durant em Flint estava também outro grupo familiar francês tentando a sorte no novo mundo: Louis Chevrolet, seus irmãos Gaston e Arthur, e suas respectivas famílias. Louis era o patriarca do clã, famoso por sua carreira de piloto de extremo sucesso nos primeiros cinco anos do século.

Louis Chevrolet, piloto, em um momento feliz.

Disse Griffith Borgeson sobre Louis: “Ele era um sujeito grandalhão e meio bronco, mas gentil, carinhoso e devotado à família. Se levado ao extremo, porém, sua ira era temível, bem como era a incrível força com que a ventilava. Tudo que tirou da vida, o pouco que seja, foi fruto de muito trabalho e muita luta, e além disso indubitavelmente deixou marcas profundas na história. Mas de todos os contemporâneos que devotaram suas vidas à paixão pelas máquinas, nenhum teve recompensa tão pequena.”

Louis emigrara para os EUA da França, mas era nascido em La Chaux de Fonds, uma cidadezinha de um cantão francês bem perto da fronteira, localizada bem no centro da região suíça dedicada a relojoaria. La Chaux de Fonds é a cidade da Heuer (hoje TAG-Heuer), Omega e Movado. O pai de Louis, Joseph Felicién, era ele também um relojoeiro. Ao redor de 1887, a família se muda para a cidade francesa de Beune, onde nascem os irmãos de Louis: Arthur em 1888 e Gaston, em 1896. Com o sucesso de Louis, seus irmãos o seguem para a América, e todos trabalham com competição, fazendo de tudo: preparadores, engenheiros, pilotos, tudo junto. Arthur é mais habilidoso em mecânica, e o jovem Gaston um piloto promissor, de grande habilidade.

Louis Chevrolet ao volante de um Buick de corrida, 1910

Em 1907, Billy Durant recebe Louis Chevrolet, em companhia de seu irmão mais novo Arthur, na Buick. Durant queria duas coisas: um motorista particular para ele mesmo, e mais um ás para sua equipe de competição recém-criada. Como o posto de motorista era o mais bem pago, os três resolveram rapidamente uma maneira de decidir quem seria o que: uma corrida. Louis, dirigindo como um louco como sempre, vence facilmente o irmão. Mas para sua surpresa, quem ganha o cargo de chauffer é seu irmão Art. Durant ficou morto de medo da forma agressiva de dirigir mostrada por Louis Chevrolet.

A família se muda para Flint para trabalhar na Buick, e ambos os irmãos acabam nas pistas com a equipe da marca, com um salário considerável para a época. Nos anos que se seguem, os Chevrolets seguem competindo com Buicks pelos EUA afora, adicionando lustre à marca de Flint, e também, é claro, ao nome Chevrolet.

Louis ao volante do primeiro Chevrolet, o “Big Six”, de 1911: o único que projetou.

 

Em Flint, Chevrolet e Champion se tornam grandes amigos. Afinal de contas tinham muito em comum, além da nacionalidade: ambos eram pilotos de competição, tanto em bicicletas como em motocicletas e automóveis, e ambos acabaram no mesmo lugar, trabalhando para a Buick de Durant. Ambos eram orgulhosos e divertidos, e carregavam histórias e cicatrizes de encontros próximos com a morte.  Na sua luxuosa casa, Champion e sua esposa também francesa Elise, criam um pedacinho de Paris no Michigan. Todo fim de semana, a casa se enchia de expatriados franceses para longos almoços preparados por chefs importados de Paris, e muito vinho.

Mas a vida de Chevrolet na Buick mudaria em breve. Durant cria a General Motors comprando várias outras empresas, mas a sua sanha por aumentá-la de tamanho indefinidamente acaba por criar uma crise: o caixa acaba em 1910, fazendo o conselho demitir Durant. Este imediatamente começa a planejar seu retorno: funda a Chevrolet com seu piloto preferido, em Detroit. Mas seu interesse em Louis Chevrolet era principalmente o nome: um nome sonoro era tão importante quanto o produto em si, e Durant sempre teve reservas sobre o nome Buick, por exemplo. Mas Chevrolet era outra história: soava bem em francês e inglês, e era conhecido mundo afora graças as vitórias nas pistas de Louis e Art.

Chevrolet Baby Grand 1914: Durant queria um concorrente da Ford, como este; Louis queria carros potentes.

Chevrolet e Durant acabam por se desentender de todas as maneiras possíveis. Mas são as críticas pessoais que fazem o passional Chevrolet estourar: Segundo Durant, um executivo da indústria deveria se vestir melhor, nunca aparecer sujo de graxa, e principalmente fumar charutos, e não os proletários cigarros como os que nunca saíam da boca de Louis. Não demorou muito para Chevrolet perder a paciência, e num ataque de fúria na sala de Durant, grita: “Eu vendi meu nome e meu carro para você, mas não vou me vender. Eu vou fumar o que eu quiser quando eu quiser e onde eu quiser. Estou fora!” E batendo a porta atrás de si, Louis Chevrolet parte definitivamente da empresa que levava seu sobrenome para nunca mais ter ligação alguma com ela. Isso mesmo: nunca mais tirou um centavo de uma empresa que em breve teria valor incalculável.

 

Chevrolet vs Champion

Agora desempregado, Louis resolve voltar ao terreno que mais conhecia: as competições. Desenvolve um novo carro de corrida, usando a marca Frontenac, nome do governador da América colonial francesa. Para financiar o desenvolvimento, conta com a ajuda de um velho amigo: Albert Champion.

Louis passava a semana trabalhando em seus carros em Detroit, mas sua esposa e filhos ainda vivendo em Flint, o que o fazia viajar todo fim de semana para lá. Continuavam frequentando a casa de Champion nos fins de semana, mas uma reviravolta digna de telenovela estava prestes a acabar com a tranquilidade de todos, definitivamente.

Albert Champion, magnata das velas de ignição

O que eu não contei até agora é que Albert Champion não era exatamente um sujeito fiel à esposa. Era uma coisa comum para os franceses desta época manterem amantes, mas Champion, então milionário, ia muito além do costume da amante discreta: era um mulherengo mesmo, correndo atrás de rabo de saia o tempo todo, sem parar. Chevrolet era bem diferente nisso: não se tem notícia de traição de sua parte, em toda sua vida. Talvez ajudasse um fato conhecido: sua esposa Suzanne, uma francesa nascida em Nova Iorque, era uma mulher lindíssima, mesmo depois de ter dois filhos com Louis.

Vocês podem imaginar o que aconteceu em seguida. Durante uma semana dessas qualquer, enquanto Louis estava trabalhando em Detroit em seus amados e avançados Frontenacs, Suzanne Chevrolet recebe a inesperada visita de Albert Champion. O industrial tem uma oferta indecorosa para a bela esposa de Louis: queria que ela se tornasse sua amante, obviamente mantendo Louis sem saber de nada. Suzanne, apesar da situação difícil (Champion era efetivamente o patrão de seu marido), se livra das investidas do pretendente, e quando o marido chega em casa, conta tudo para ele.

Champion era baixinho, não muito mais alto que 1,6 metro, e tinha uma perna menor que outra. Mas era um atleta que nunca ficou fora de forma, e era conhecido por se meter em brigas (por causa de mulher, claro), e se sair bem delas. Na verdade, era orgulhoso disso, e não costumava baixar a cabeça para ninguém. No outro corner, Louis Chevrolet: pacífico e bonachão, mas orgulhoso, e agora enfurecido como nunca esteve. E era um cara enorme: mais de 1,8 metro de altura, 120 kg, a maioria deles músculos desenvolvidos por anos dirigindo monstros pesadíssimos em competição por horas a fio, e carregando blocos de motor com as próprias mãos. E agora, amigos, o pau ia comer de verdade.

Chevrolet parte para o escritório da AC Spark Plug Company, onde sabia que ele estava. A secretária tenta, sem sucesso, impedi-lo de entrar, e ele abre a porta com o pé, assustando Champion, que encarando a fúria do amigo nos olhos, logo entende o que aconteceu. Uma gritaria em francês chulo se sucede, digna das mais suja das favelas em les Miserables. Champion pode ter se safado de vários outros amantes furiosos durante sua vida, mas contra a fúria insana de Chevrolet, pouco pôde fazer. Telefones voam, cadeiras caem, papéis voam no ar, mas do momento que Louis consegue chegar perto de Champion em diante, a briga estava decidida. Aos socos, Louis Chevrolet derruba Alfred Champion no chão. E não para de socá-lo.

Chevrolet e um Frontenac, 1917.

Funcionários esbaforidos começam a chegar, e ao mesmo tempo em que a secretária, também francesa, grita desesperada para que Monsieur Chevrolet pare antes de matar o seu chefe, um grupo deles consegue segurar o marido em fúria. Como em uma cena de filme, Chevrolet se livra deles, ajeita o cabelo e a roupa, olha para o pobre Champion no chão, dentes quebrados e cara ensanguentada, e manda: “Se um dia você aparecer na minha frente de novo, termino o que comecei aqui hoje. Cuide para que isso não aconteça.”

Champion seguiria este conselho à risca até o fim de seus dias…

 

Coda

Albert Champion continua sua carreira de sucesso como empresário, amealhando uma fortuna gigantesca durante os anos que se seguem. Mas sua vida particular começa a degringolar. Sua mulher, depois do incidente com os Chevrolet, coloca detetives na sua cola, pois naquela época só conseguiria se separar com provas irrefutáveis de traição. Uma hora dá resultado, e ela consegue se livrar o marido abusivo, mas não sem antes ter que enfrentar um tribunal, e toda a publicidade que vem com ele.

Cabeçotes para Ford modelo T: um dos negócios dos Chevrolet nos anos 1930.

Champion se casa novamente, volta a morar em Paris, mas as coisas não melhoram. Alguns meses depois de Lindbergh atravessar o Atlântico usando as velas de ignição AC, Champion está de novo no meio de confusão e briga por causa de mulher: sua esposa e seu amante tentam lhe extorquir dinheiro antes dela deixá-lo. No meio do imbróglio, tem um infarto fulminante e cai morto na sala. Era o dia 27 de outubro de 1927; Albert Champion tinha apenas 49 anos de idade.

A vida foi difícil para Louis Chevrolet depois da briga lendária. Com muita dificuldade financeira, agora sem a ajuda de Champion, de qualquer forma consegue vitórias: em 1920, Gaston vence a Indy 500 com um Frontenac. Mas logo depois, em novembro do mesmo ano, em uma pista de madeira em Beverly Hills, na Califórnia, Gaston Chevrolet, vencedor de Indianápolis, o irmão caçula que era a alegria da família, sofre um grave acidente, e morre instantaneamente. Tinha apenas 28 anos de idade.

Gaston Chevrolet

Depois de alguns anos de sucesso nas pistas, mas ainda assim de dinheiro curto, a vida só piora para Louis Chevrolet: morre pobre em 1941, a certo ponto trabalhando como peão numa fábrica da GM que produzia, ironia das ironias, carros Chevrolet. Seu irmão Arthur tem um fim ainda mais trágico: também pobre e esquecido, assistindo a Chevrolet se tornar a marca americana de maior sucesso, entra em forte depressão depois da morte do irmão mais velho. Em 1946, a nove dias de seu 62º aniversário, joga uma corda por cima de uma das travessas da estrutura de madeira da sua oficina, sobe em uma cadeira, amarra a corda no pescoço, e pula para a morte.

Se me perguntarem, acho que, comparando o fim dos dois protagonistas desta história, Chevrolet se saiu melhor, e não só naquela briga física tantos anos antes. Morreu pobre, sim, mas sua esposa estava a seu lado até o fim, a recompensa por uma vida honesta e de princípios. Morreu sentido o amor e respeito, entre filhos, amigos e esposa. Sem dinheiro, mas certamente sem arrependimentos. O milionário Champion? Morreu sozinho, em um quarto de hotel, em meio a gente que tentava extorqui-lo. Talvez seja isso o que as pessoas definem como justiça divina.

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