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Zero a 300

TWR está de volta | O G-wagen indiano | A picape futurista da Italdesign e mais!

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TWR está de volta com um XJ-S restomod

Ainda ontem contamos que o Jaguar XJ13 foi o recordista da pista de testes do MIRA na Inglaterra por 18 anos. O carro que bateu o recorde, em 1985, foi um dos Jaguar XJ-S V12 preparados para competir no ETCC pela TWR, a empresa de Tom Walkinshaw: chegou a 275,5 km/h. A TWR ficaria famosa por sua ligação com a Jaguar nos anos 1990, e com a Holden na Austrália; mas em 2002 tinha fechado as portas, já.

O XJ-S de corrida, 1985

Agora a empresa está de volta, pelas mãos do filho de Tom Walkinshaw. Nesta nova fase, a empresa está se dedicando aos restomod. E considerando a longa tradição da empresa com a Jaguar no geral, e com o XJ-S em particular, não é surpresa que seu primeiro carro é um XJ-S especial; se chama “Supercat”.

O novo desenho da carroceria, modificada com fibra de carbono, é assinada por gente ligada ao zeitgeist atual: um “designer digital” chamado Khyzyl Saleem, e o famosíssimo proponente do look mendigo-fashion, fora-da-lei urbano que nunca infringiu lei nenhuma, e algumas vezes restaurador de Porsche, Magnus Walker. O “interior fundamentalmente reimaginado” do Supercat permanece em segredo, mas será revelado mais adiante.

O famoso V12 Jaguar aqui recebe um supercharger, e deve fornecer “mais de 600 cv” segundo a empresa.  A vasta maioria dos XJ-S tinha câmbio automático, inclusive o famoso TWR Jaguar XJR-S de 1988, o primeiro V12 6-litros chancelado pela Jaguar. Mas este Supercat, claro, vem com um câmbio manual ainda não especificado.

TWR Jaguar XJR-S de 1988

Ainda não existem detalhes técnicos além disso, mas é seguro assumir que terá chassi completamente revisado, honrando o pedigree de corrida da TWR. A empresa afirmou que o projeto está em desenvolvimento há quase três anos e passou por um “programa exaustivo de testes, desenvolvimento e ajustes” focado em oferecer uma “experiência de condução verdadeiramente conectada e analógica”.

O XJ-S sempre se prestou bem à modificações deste tipo. Como é um GT, muita gente não resistiu à tentação de ir um pouco além e torna-lo algo mais agressivo e esportivo, já que a base sempre esteve lá pedindo isso: o V12, o carro baixo e de peso bem distribuído, e o chassi de suspensões independentes. Além da TWR, a outra modificadora famosa foi a Lister; o Supercat lembra muito os Lister-Jaguar também.

As primeiras entregas do TWR Supercat aos clientes estão programadas para o quarto trimestre de 2024. A produção será limitada a 88 unidades, em homenagem à vitória do TWR Jaguar XJR-9 em Le Mans em 1988. As encomendas já podem ser feitas e os preços começam em £ 225.000 (R$ 1.444.500) na Inglaterra. (MAO)

 

Force Gurka: Gelandewagen indiano

Veículos off-road com cara de caixotes empilhados, aparentemente sem nenhuma curva em toda sua carroceria, são extremamente populares hoje em dia. Todo mundo tem um ou quer um: de Suzuki Jimny a Mercedes-Benz Gelandewagen, passando por todo Wrangler que você puder imaginar. Um cara não pode evitar de sentir que todos estão ficando meio parecidos.

Veja este exemplo: a Force Motors indiana revelou a linha atualizada de seu Gurkha. Pela primeira vez inclui uma carroceria de cinco portas, e três fileiras de bancos.  Lembra algo para vocês? Na verdade a empresa, apesar de independente, tem uma antiga ligação com a Mercedes, e produz suas versões do G-wagen desde 2008. E o motor é de origem Mercedes também.

O novo cinco-portas mantém o estilo quadradão do modelo existente, com a carroceria mais longa fazendo com que pareça ainda mais um G-Wagen. Mede 4.390 mm num entre-eixos de 2.825 mm, um entre-eixos próximo do Mercedes, e 425 mm mais comprido que o Gurka 3-portas.

O Gurkha vem com trem de força diesel de quatro cilindros e 2,6 litros fornecido pela Mercedes-Benz, produzindo 140 cv e 33 mkgf. O câmbio é manual de cinco velocidades, e a tração nas quatro rodas é permanente, com bloqueio dos três diferenciais possível sob controle do motorista; igualzinho um Mercedes-Benz G-class, olha só.

O painel tem uma tela de infoentretenimento de 9 polegadas sensível ao toque, compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A nova configuração também inclui um painel de instrumentos digital, embora não tão avançado quanto os encontrados em veículos modernos de outros fabricantes.

O Force Gurkha de cinco portas estará à venda na Índia em breve. Embora o preço não tenha sido anunciado, espera-se que comece em torno do equivalente à R$ 100.000. O seu maior rival é o clone indiano de Jeep, o Mahindra Thar. (MAO)

 

Italdesig mostra picape futurista

Cruzar automóvel com picape é algo tão antigo quanto o automóvel; na verdade, as primeiras picapes eram exatamente isso. E nunca parou: o Gol pode não mais existir, mas a Saveiro continua à venda nas lojas da VW.

A Italdesign, famosa casa de Giugiaro que agora não é de Giugiaro, resolveu voltar ao tema agora.  É o Quintessenza, um conceito de carro elétrico que mistura conversível, picape, Subaru BRAT, Blazer K5 e GT italiano, com mais de uma pitada de Skoda Fun.

O design engana; é um carro grande, mais longo que algumas F-150. A parte de GT italiano é fácil de ver, quando o teto está fechado: parece um cupê. Os bancos traseiros individuais são virados para trás, para a caçamba, que aparece quando se remove o teto.

Pode também se retirar os bancos traseiros e transformar o carro numa picape, ainda que a falta de parede traseira faça os ocupantes ficarem íntimos com a carga. A Chevrolet fez melhor com a Avalanche: uma barreira removível existia. Também lembra o Skoda Fun, esse conceito.

A Italdesign fez o painel com um tecido à base de mármore (sério) que esconde os controles até que seja necessário, usando um sistema baseado em projeção para exibi-los. Junto com o manche no lugar do volante, parece apropriadamente futurista. As rodas são enormes, de 24 polegadas, e os elementos de iluminação verticais e horizontais são nítidos na frente e atrás. A suspensão é regulável, ajustando a distância ao solo de 7,9 a 11,0 polegadas.

O carro tem uma bateria de 150 quilowatts-hora que alimenta três motores elétricos – uma unidade de tração no eixo dianteiro e dois motores no eixo traseiro. No total, a Italdesign diz que são 777 cv; o suficiente para um 0-100 km/h em menos de 3 segundos.

Uma viagem psicodélica completa? Sim, claro. Também não é exatamente original. Mas é um amálgama de ideias de picape que ocorreram em separado em lugares diferentes, num todo que parece razoavelmente coeso. Taí uma picape futurista elétrica mais interessante que o bruto Cybertruck. Se é para ser malucão… (MAO)

 

Ford aumenta prejuízos com elétricos

A Ford relatou um lucro líquido de US$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2024. O maior lucro veio de sua divisão de produtos profissionais e para frotistas, a Ford Pro, que rendeu US$ 3 bilhões. Isso é três vezes mais que a divisão Ford Blue, a dos carros normais à combustão interna.

A notícia aqui é, porém, o resultado da divisão “Model e” voltada para veículos elétricos: deu prejuízo de US$ 1,3 bilhão no trimestre – cerca de duas vezes o que perdeu durante o mesmo período em 2023. A empresa culpou a guerra de preços do setor em sua apresentação de resultados do primeiro trimestre.

Para colocar esses números em perspectiva, a Ford Pro ganhou aproximadamente US$ 7.300 por cada um dos mais de 400.000 veículos vendidos. A Ford Blue embolsou cerca de US$ 1.400 por cada um dos mais de 600 mil veículos vendidos nas mesmas condições. Os elétricos perderam US$ 130.000 por veículo nos aproximadamente 10.000 EVs que vendeu no primeiro trimestre de 2024. Barrabás.

A Ford atribui as perdas as reduções de preços no mercado de elétricos, que concorrentes fizeram provavelmente para manter níveis de volume de venda. Se a Ford encontrar-se numa posição em que precisará de reduzir novamente os preços, esses resultados mostram o que poderá acontecer. Literalmente, não se pode dar ao luxo de fazer.

A Ford promete mais investimento, visando colocar a “Model e” em posição melhor frente a concorrência, aumentando volume e reduzindo perdas. Mas os dados mostram uma situação que é tudo menos confortável, no mercado em questão. (MAO)