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Zero a 300

BMW investe em combustão interna | O Volvo de Paul Newman | O novo Aveo e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

 

O novo Chevrolet Aveo deve substituir Onix Joy no mercado sulamericano

Chevrolet Aveo. Já foi um carro barato coreano vendido com logotipo Chevrolet na maioria dos países da América Latina, fora o Brasil. Agora, claro, é proveniente da China, fruto da ligação da GM com a SAIC. No México, uma nova geração dele foi lançada como ano/modelo 2024, tanto em versões sedã quanto Hatchback.

Quem dirigiu e conviveu com o Aveo anterior sabe que tipo de carro é: desenho externo que não é feio, mas desprovido de qualquer graça ou alegria. Andando, um carro perfeitamente ok como meio de transporte, razoavelmente potente, confortável e econômico. Neutro.

Na verdade, mais que isso: algo totalmente desprovido de qualidades acima da média, algo totalmente esquecível. Como se todos os carros da categoria entrassem num liquidificador e dele saísse a média perfeita, com nada de ruim, mas também nada de bom. “Meh” é a onomatopéia mais precisa aqui. Um automóvel quase perfeito como “solução de transporte individual”, mas que devia vir com um disclaimer: “Pode causar tendências suicidas”.

Um Aveo antigo: esquecível

Este novo pelo menos tem uma quantidade ligeiramente maior de vontade de fazer algo interessante, no desenho externo. Ainda não é nada que causará arroubos de paixão desenfreada, mas pode ser que o dono se vire para mais uma olhadela antes de entrar no escritório para mais um dia de labuta em seu emprego massacrante. Mas só no caso do hatch: o sedan continua invisível.

Este carro deve ser, em algum ponto do futuro, o substituto do Onix MkI, hoje chamado Joy. Se você se lembra, este carro desenhado por brasileiros para superar o Gol era produzido no Brasil, mas teve linha de montagem transferida para a Colômbia, onde é vendido localmente e abastece também a Argentina.

Nestes mercados, parece que o Aveo não será vendido. Já nos demais da região, como o Chile, Equador, Peru e Bolívia, será feita a substituição. Será que virá ao Brasil? Seria interessante, se o seu preço de venda for baixo o suficiente para ficar abaixo do Onix MkII.

O carro é bem moderno: Tem central multimídia de 8” compatível com Apple CarPlay e Android Auto opcional, ar-condicionado automático, 6 airbags, freios a disco nas 4 rodas, ABS, controle eletrônico de estabilidade, câmera de ré e monitoramento de pressão dos pneus.

O motor é um 1.5 aspirado a gasolina de 110 cv, com transeixo manual de 6 marchas ou automático do tipo CVT. Toda produção é concentrada na fábrica de Tianjin, na China.

Se viesse para o Brasil, teria que ser feito aqui, provavelmente usando os motores do Onix MkII. Ou, aqui uma sugestão left-field, o quatro em linha 1.8 OHC da Spin, de potência semelhante, e certamente um motor mais barato. Um 1.8 ao invés de 1.0 deve fazer algum furor entre as pessoas que sabem apenas por cima o que isso significa.

Mas divago, claro; o movimento atual é de fazer coisas mais caras, e não mais baratas. Ou picapes e SUVs. A chance de termos um novo carro sub-Onix é quase nula.  (MAO)

 

BMW desenvolve nova geração de motores à combustão interna

A eletrificação do automóvel parece ser inevitável na Europa e na Califórnia, ainda que várias dúvidas a respeito disso pairem no ar recentemente. Mas de qualquer forma, no resto do mundo, ainda é um grande ponto de interrogação.

Por isso, empresas como a BMW preferem atacar em duas frentes. Enquanto entra de cabeça no carro elétrico, não deixa de investir na combustão interna. Ainda que faça isso com bem menos fanfarra: politicamente é um ato quase criminoso para alguns.

Mas a notícia de hoje é que sim, a empresa está trabalhando em uma nova geração de motores a gasolina e diesel com quatro, seis e oito cilindros, que provavelmente permanecerão à venda até a próxima década.

Enquanto as notícias de investimento em elétricos são festejadas com grandes barulho na mídia, este investimento é secreto: a notícia não vem oficialmente da BMW, mas de investigação da revista alemã Handelsblatt.

A publicação também diz que novos motores a diesel estão em desenvolvimento para atender à demanda existente por grandes SUVs movidos a diesel na Europa. Além desta reportagem da revista, alguns executivos deixaram escapar em entrevistas que novos motores virão no futuro. A BMW ainda não se pronunciou a respeito.

Espera-se enormes ganhos de eficiência em comparação com a atual geração de motores. A BMW, afinal de contas, sempre esteve na ponta de lança da tecnologia de combustão interna; boatos dizem que um novo tipo de cabeçote inédito é parte desse desenvolvimento. As notícias da morte da combustão interna ainda parecem, enfim, prematuras. (MAO)

 

Volvo V6 turbo de Paul Newman à venda

Todo mundo sabe que Paul Newman não era um ator. Era um ferrenho entusiasta do automóvel, um manicaca como todos nós, que trabalhava como ator para se sustentar. Como se tornou um astro famoso de Hollywood, ganhou dinheiro suficiente para mergulhar de cabeça em suas paixões. É famosa sua carreira de imenso sucesso em pistas, tanto como piloto, como dono de equipe.

Paul Newman criou as peruas Volvo V8 mais legais do mundo

Também é famoso por criar as mais sensacionais peruas Volvo da história. Numa época em que perua Volvo era algo quadrado e para senhoras levarem filhos para escola, devagarzinho, Newman notou que com suspensões independentes nas quatro rodas e carroceria rígida pacas, seria uma perfeita base para carros divertidos. Suas peruas 740 com V8 e câmbio manual de Mustang são lendárias.

Esta é uma delas. Mas uma perua um pouco diferente das outras dele, apesar de no mesmo tema. Comprada nova por Newman em 1988, hoje tem debaixo do capô um V6 turbo tirado de um Buick Grand National!

O motor é acoplado à uma transmissão manual de cinco marchas de um Pontiac Firebird, e tem um escapamento personalizado, um intercooler maior, e um grande radiador de óleo. Não há menção de potência nesta aplicação de Newman, mas original dava 248 cv, e no GNX, 300 cv.

Há também alterações nas suspensões: amortecedores Bilstein, juntamente com barras estabilizadoras diferentes, e as rodas de alumínio de 16 polegadas com cinco raios e pneus BFGoodrich g-Force.

O carro não é impecável, apenas um veículo em ótimo estado de conservação, sem restauro. Sim, foi o carro de uso diário de Newman, então você senta onde a lenda sentou. Está com 76 mil milhas rodadas (122 mil km), e o carro está a venda na casa de leilões online Bring a Trailer. (MAO)

 

Veja o chassi de fibra de carbono do novo Lamborghini LB744

A Lamborghini continua mostrando seu novo carro, o substituto do Aventador, à conta-gotas. Já vimos aqui os detalhes de seu novo powertrain híbrido, a agora, mais detalhes do carro, codinome “LB744”, são revelados.

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Agora é a vez da estrutura. É um monocoque recém-desenvolvido, fabricado totalmente em fibra de carbono. É chamado “monofuselage”, e reduzirá o peso em 10% em relação ao seu antecessor, ao mesmo tempo que aumenta a rigidez torcional em 25%. Não é muito, mas a estrutura anterior não era pesada ou flácida; qualquer ganho aqui é uma conquista a admirar.

A fibra de carbono é usada para as estruturas do cone frontal, algo incomum: as propriedades do metal são melhores para isso, e é a forma mais usada. A fibra de carbono do LB744 pode absorver o dobro da energia da estrutura metálica instalada no Aventador Ultimae. A empresa Sant’Agata Bolognese usa uma tecnologia patenteada chamada “Forged Composites”, que foi inicialmente implementada em 2008.

Traduzindo, são peças de fibra de carbono obtidas em processo SMC, onde o material é prensado num molde, e aquecido para curar. A precisão dimensional deste tipo de processo é absoluta: o molde é praticamente do mesmo tamanho da peça, não existindo quase nada de contração ou expansão do material.

Ligas de alumínio de alta resistência são usadas na parte traseira , e duas peças fundidas ocas são usadas para fixar as torres da suspensão e do trem de força. Estes são integrados em um único componente para reduzir o peso, aumentar a rigidez e reduzir as operações de solda.

Relembrando a notícia passada, o carro vem com um V12 de 6,5 litros naturalmente aspirado combinado com três motores elétricos, para uma potência total de “mais de 1000 cv”. O carro deve continuar sendo apresentado aos poucos, o que neste caso, mostrando detalhes técnicos, é bem divertido para engenheiros. Formados ou de alcova! (MAO)