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Car Culture

A Ferrari que salvou a Ferrari

No início da década de 1090 a Ferrari passava por problemas. A linha de modelos estava desatualizada e consistia em apenas quatro modelos: a Mondial, de 1980, a Testarossa, de 1984, a F40 de 1987 e a 348 de 1989. A F40 já havia perdido o posto de carro mais veloz do planeta e a 348 era presa fácil nos comparativos. O resultado foi a redução de 50% na produção e um sério risco de falência. Não seria algo preocupante se não estivéssemos falando de 50 anos de tradição em supercarros. As coisas já não iam muito bem desde a morte de Enzo em 1988, então Gianni Agnelli pessoalmente indicou Luca di Montezemolo para a presidência da Ferrari com a missão de colocar as coisas em ordem. Até então a Ferrari era uma empresa com espírito garagista, formada por um punhado de trabalhadores construindo carros para bancar a equipe de corridas, sem se importar muito com a qualidade final ou com a inovação dos modelos. A produção era minúscula e tudo era feito praticamente de modo artesanal.